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Intoxicação por contacto com Lagarta do Pinheiro


A lagarta do pinheiro (Thaumetopoea pityocampa) tem uma larga distribuição geográfica na região sub-mediterrânica.

Ciclo de vida:

O ciclo de vida da processionária do pinheiro inclui duas fases. A fase aérea na copa do hospedeiro (Pinheiro), que inclui a postura e o desenvolvimento larvar e a fase subterrânea a pré-pupação, pupação e desen-volvimento do adulto. A passagem de uma fase à outra verifica-se entre Fevereiro e Maio com a migração colectiva das lagartas, que abandonam o hospedeiro em procissão para se enterrarem no solo a alguns centímetros de profundidade. A fase aérea inicia-se em Junho prolongando-se até Agosto com a emergência dos adultos e posterior aca¬salamento. Em meados de Setembro nascem as lagartas. Decorrido o primeiro estádio de desenvolvimento, as lagartas sofrem a primeira muda. Nesta fase, as lagartas apresentam pêlos brancos na região lateral e alaranjados na região dorsal, destacando-se já peque¬nas manchas negras em cada segmento, que corres¬pondem aos receptáculos dos futuros pêlos urticantes. Quinze a vinte dias depois as lagartas sofrem a segunda muda. A partir do terceiro estádio, as lagartas tecem ninhos definitivos onde se agrupam grande número de indivíduos. Nestes dois últimos está¬dios do desenvolvimento, o aparelho defensivo das lagartas está completamente formado e é composto por oito receptáculos, cada um dos quais compreende aproximadamente 120.000 pêlos urticantes de coloração alaranjada e com propriedades urticantes Quando a lagarta se move os receptáculos abrem-se, libertando milhares de pêlos que se dispersam no ambiente. Os pêlos retêm no seu interior uma haloproteína designada de taumatopoína, e que é capaz de desencadear a libertação na pele e mucosas, de histamina, acetilcolina ou proteínas. As lagartas terminam o desenvolvimento larvar e iniciam a procissão em busca de um local para puparem.


Sinais clínicos

A intoxicação por contacto com esta espécie assume um carácter sazonal, dependente do clima da região, verificando-se uma maior percentagem de casos durante a Primavera e Verão. No cão a parte do corpo mais afectada é a cabeça. O contacto com toxina pode provocar edema da face, língua, lábios e laringe. Nos casos mais graves pode ocorrer necrose da língua e choque anafilático.


Tratamento

Se suspeita que o seu cão teve contacto com lagartas do pinheiro, lave abundantemente com água fria a face e língua do seu cão (sem friccionar para que não haja libertação de mais toxinas e pelos) e contacte o seu Médico Veterinário de imediatamente. O risco de necrose da língua é reduzido com a brevidade da actuação. Portanto, quanto mais rápido o seu animal for tratado melhor será o prognóstico.


Prognóstico

O prognóstico é reservado, apesar da maioria dos casos apresentar uma evolução favorável. Contudo, depende do grau de afecção e da pre¬cocidade com que o tratamento inicial é instaurado. Os animais com sinais clínicos de urticária e edema recuperam num período de 24 horas, no entanto nos que apresentam estomatite e glossite a recuperação demora cerca de 3 dias. Nos casos em que o contacto lingual com a processionária é intenso pode ocorrer necrose de uma porção, mais ou menos extensa.


Prevenção

Durante a fase de procissão das larvas deve impedir-se que os cães tenham acesso aos pinhais onde existam ninhos de processionárias. 
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