Boletins
Adoptar um novo animal
O que devo saber antes de adoptar?

Tomar a decisão de introduzir um animal de companhia em casa deverá ser de comum acordo por todos os membros da família. Esta deverá ser ponderada e a melhor escolha deve ser tomada – se a aquisição ou se a adopção. Independentemente da sua opção, deve ter em conta factores essenciais como: o tempo que tem disponível para cuidar do animal; se é uma pessoa activa, praticante de desporto ou tem atividade mais sedentária; qual o ambiente onde o animal vai viver, ou seja, se dentro, fora de casa ou misto; se tem crianças; se é um idoso ou pessoa com dificuldades de locomoção que vai ser o cuidador e inclusivé as suas possibilidades financeiras.

Se pretende adquirir um animal, o seu Médico Veterinário aconselhar-lhe-á as raças mais adequadas; se vai adotar, peça para falar com o Médico Veterinário do canil/gatil. Todos os membros da família deverão estar presentes aquando do esclarecimento de dúvidas para que assim tomem parte activa na escolha e para que todas as questões possam ser respondidas adequadamente. Desde o início, é conveniente que todos façam parte deste projeto de bem-estar comum que é a convivência sã entre animais e humanos.

Se já tem um ou mais animais de companhia e pretende introduzir na família mais um “membro”, deverá também aconselhar-se previamente com o seu Médico Veterinário. Desta forma, poderá prevenir muitos problemas comportamentais que têm como origem uma inadequada introdução do novo animal.


O novo animal vem hoje para casa, o que devo fazer?

Proporcionar-lhe o conforto e carinho adequados à espécie em questão. Vigiar se o mesmo se alimenta adequadamente, como são as fezes (devem ser castanhas e moderadamente consistentes). Assim que possível, deverá levá-lo para uma primeira consulta no seu Médico Veterinário – aconselha-se que esta seja às 6 semanas.


Que tipo de alimentação deve o meu novo animal comer?

A alimentação do seu gato ou cão deve cumprir alguns requisitos básicos: ser adequada para a espécie, raça, idade e estado fisiológico, como por exemplo a gestação, que exige cuidados especiais de alimentação. As rações comerciais são, no geral, as mais aconselhadas por serem as mais equilibradas. Existem vários tipos de produtos disponíveis no mercado, com distintos graus de qualidade que influenciam no preço. As rações secas devem ser suplementadas com ração húmida (em especial no gato), por forma a garantir adequada ingestão de água. Nunca deve dar ossos ao seu animal. Sob aconselhamento profissional poderá instituir uma alimentação caseira com alimentos que completem os requisitos de uma boa dieta.

O gato deverá ter sempre comida à disposição; no cão já desmamado, o número de refeições diárias, consoante a idade, pode variar desde 2 a 4 refeições diárias.


Que cuidados de higiene devo ter com o meu cão/gato?

O banho higiénico é apreciado pela maioria dos cães e pelos respectivos proprietários. Em cães com pele saudável deve ser restringido a dois ou três banhos anuais seguido de secagem e escovagem da pelagem. Os gatos são muito cuidadosos com a sua higiene, pelo que, um gato saudável não precisa de banho. A escovagem, é necessária em gatos com pêlo comprido caso do gato Persa. A limpeza dos ouvidos deve ser externa e com uma compressa humedecida com soro fisiológico ou com produtos de limpeza ótica específicos para cães e gatos. Deve-se evitar introduzir cotonetes. 

No banho deverá ser usado um champô suave e hidratante, próprio para cão, devido ao pH da pele do cão. No caso do gato, aplica-se o mesmo critério de escolha sendo que é possível encontrar no mercado champos adaptados a ambas as espécies. 

O cão que passeia regular e adequadamente é suposto o mesmo “gastar” as unhas, não sendo necessário um corte adicional. Em cães mais sedentários, pode utilizar um corta-unhas adequado, certificando-se que obtém antes devidas instruções sobre como deverá executar o corte de unhas.

Nos gatos com acesso ao exterior, por norma, não se recomenda o corte de unhas sendo que os mesmos necessitam das mesmas para a sua actividade, como subir árvores e fugir de alguns “inimigos”; em gatos que vivam exclusivamente dentro de casa, estas podem ser cortadas sempre que necessário, utilizando corta-unhas de dimensão adequada para a espécie. Relembramos: não esquecer de proporcionar “arranhador” adequado.

Com o corte sistemático das unhas, os gatos terão maior tendência para utilizá-lo; é melhor, desde muito novos aperceber-se da sua preferência e proporcionar-lhe alternativas que se adequem – aos gatos e aos proprietários – por forma a evitar que os sofás e demais mobiliário sejam a sua escolha, por falta de opção.

O caixote ou liteira é fundamental na higiene do gato. Por cada gato deverá existir mais um caixote. Ou seja, se tem dois gatos, deverá ter três caixotes, se tem 3 gatos, deverá ter 4 caixotes... Estes devem estar sempre limpos e terem profundidade e areão suficiente que permita que escavem e enterrem as suas fezes. O caixote deverá estar em local sossegado e longe da zona de alimentação e o areão deverá ter boa capacidade de absorção de urina. Se, por algum motivo, o seu gato (ou gatos) recusarem a utilização do caixote, deverá consultar o seu Médico Veterinário assistente.
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