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Assegurar um comportamento saudável entre as crianças e os animais de companhia.
“Assegurar uma relação comportamental saudável entre as crianças e os animais de companhia” 

Por Laurie Bergman, VMD, DACVB

(…) Quase todas as agressões a crianças são devidas a medo. Os gatos podem ter receio das crianças recém-nascidas e normalmente reagem escondendo-se. Com os cães, a agressão normalmente acontece quando o bebé começa a mexer-se. Mesmo os cães que costumam ter um comportamento normal, quando existem crianças de visita em casa podem ser agressivos para as crianças que estão a começar a andar e que vivem na mesma casa. É por isso que é tão importante adotar medidas para separar as crianças dos animais.

A agressividade com os recém-nascidos é menos comum. É mais frequente nos cães, embora alguns gatos possam reagir de uma forma agressiva em resposta ao som de um bebé a chorar. Estes gatos podem direcionar a sua agressividade para a criança ou para o adulto que lhe pega, mas muitas vezes redireciona a agressão atacando o alvo mais próximo, seja uma pessoa ou outro animal de companhia que exista na mesma casa. A agressão dos cães e dos gatos às crianças que é devida a medo pode ser ultrapassada através de separação e dessensibilização e contra-condicionamento. Esta modificação do comportamento inclui o envolvimento do animal numa atividade agradável enquanto simultaneamente é exposto à criança durante um período breve e a uma distância segura. As atividade agradáveis incluem por exemplo atirar guloseimas no local onde o bebé é arranjado sempre é mudada a fralda, ou dar um osso para roer antes de sentar a dar de comer ao bebé.

Noutros casos, os cães manifestam um comportamento de predadores relativamente às crianças. Este comportamento é menos comum nos gatos porque o movimento é um estímulo importante para o comportamento predador dos felinos e os recém-nascidos não se mexem muito. Nestas situações os cães não manifestam nenhum dos sinais típicos de medo ou de ansiedade (orelhas viradas para trás e achatadas, cauda entre as pernas, bocejar, lamber os lábios). Pelo contrário, tendem a ser bem despertos e a centralizar a sua atenção no bebé. Estes cães evidenciam os primeiros estádios de aquisição e focalização na presa e o início de uma perseguição. Alguns destes animais estão determinados a ter uma “motivação de caça” relativamente ao que entrou na sua casa. Esta situação é perigosa já que o objetivo do predador é matar. Poderá ser tentada uma nova aproximação quando a criança tiver uma idade suficiente para manifestar comportamentos de adulto. Até lá, o acesso à criança não deve ser permitido. Com os gatos que manifestam um comportamento de caçador relativamente a um recém-nascido pode ser usada uma abordagem semelhante (…).

 
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