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DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS
Gatos
| Panleucopénia |
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O vírus da panleucopénia é um parvovírus que afecta os gatos domésticos, silvestres, guaxinins, martas e raposas. Este vírus tem tropismo para as células em rápida divisão celular e, por isso, o intestino e a medula óssea são os tecidos/órgãos mais afectados. Em certas circunstâncias o cerebelo (sistema nervoso) e o coração podem ser afectados.
O vírus é excretado nas fezes (diarreia) e a transmissão acontece por via orofecal. O contacto indirecto é a forma mais comum de transmissão da doença, pois o vírus pode ser transportado por objectos e vestuário. Assim, mesmo os gatos que vivam exclusivamente no interior das casas podem estar em risco. A transmissão pode também acontecer via intra-uterina ou da mãe para os recém-nascidos.
O vírus da panleucopénia é extremamente resistente no ambiente, podendo sobreviver entre meses a anos na terra ou superfícies. Além disto, resiste à maioria dos desinfectantes.
Pode afectar toda a população de gatos mas os mais susceptíveis são os recém-nascidos e jovens não vacinados.
O vírus pode provocar uma grande variedade de sinais clínicos, sendo os mais comuns a diarreia, panleucopénia (diminuição de todas as células brancas de defesa, também chamados de leucócitos), anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos), descoordenação motora e aborto.
Recomendamos a vacinação de todos os gatos, de interior ou exterior. Os gatinhos devem ser vacinados entre as 8-9 semanas de idade, seguido de um reforço 3-4 semanas depois e novamente anualmente.
Para uma informação mais detalhada consulte: Manual Veterinário Merck
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FeLV
O vírus da leucemia felina (FeLV) é um retrovírus que afecta os gatos domésticos e silvestres e está distribuído por todo o mundo. O Vírus está presente na saliva, urina, fezes e secreções nasais dos animais afectados ditos “positivos”.
A transmissão acontece essencialmente por contacto directo entre gatos, especialmente por comportamentos de higiene e pela partilha dos recipientes da comida e da água, embora também possa ser transmitido através das mordeduras. A transmissão pode ainda acontecer por via uterina e pelo leite.
O vírus pode provocar uma grande variedade de sinais clínicos, sendo os mais comuns a supressão imunitária (redução da defesa imunitária), o que aumenta a susceptibilidade para infecções secundárias, mielodisplasias (alterações na medula óssea – “fábrica” do sangue) com anemia (redução do nº de glóbulos vermelhos) leucopénia (redução do nº de glóbulos brancos) e linfoma. Estas doenças podem ocorrer vários meses ou anos após a transmissão do vírus.
Os factores de risco para esta doença são - a idade jovem, a elevada densidade populacional (gatis, colónias de gatos, etc), acesso ao exterior e contacto com outros gatos infectados.
Recomendamos a realização de um teste ao sangue, para detectar a presença do vírus nos gatinhos antes da vacinação e nos gatos que serão introduzidos num ambiente com gatos não infectados. Desta forma distinguimos os gatos positivos dos gatos negativos (sem presença do vírus no organismo).
No caso do teste ser negativo, recomendamos também a vacinação dos gatos em risco, com acesso ao exterior, com possibilidade de contacto com outros gatos e onde a prevalência (“frequência”) desta doença seja elevada.
Os gatinhos devem ser vacinados entre as 8-9 semanas de idade, seguido de um reforço 3-4 semanas depois e novamente anualmente.
Recomendamos também a castração dos machos de forma a reduzir a agressividade e a procura das fêmeas de forma a diminuir a probabilidade de infecção.
Para uma informação mais detalhada consulte: Manual Veterinário Merck
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| FIV
O vírus da imunodeficiência felina (FIV) é um lentivírus que afecta gatos domésticos e está distribuído por todo o mundo. É semelhante ao HIV (Vírus da Sida) embora não seja transmissível aos Humanos.
A transmissão acontece principlamente na sequência de lutas/mordeduras entre gatos machos inteiros (não castrados) mas também pode afectar as fêmeas. O vírus é veiculado pela saliva e outras secreções.
Fora do hospedeiro, no ambiente, o vírus é bastante susceptível aos desinfectantes comuns.
A infecção por este vírus caracteriza-se por uma fase de latência ou assintomática longa. Os gatos infectados podem permanecer durante vários anos sem sinais clínicos ou nunca desenvolver a doença.
O FIV por si só provoca imunodeficiência mas a maioria dos sinais clínicos presentes em gatos FIV positivos (+) não estão relacionados directamente com este vírus, mas sim com infecções secundárias que devem ser precocemente identificadas e tratadas. As manifestações típicas desta doença são: gengivo-estomatite crónica, rinite crónica, linfadenopatia, perda de peso e insuficiência renal crónica associada a glomerulonefrite imunomediada.
Os factores de risco para esta doença são a elevada densidade populacional (gatis, colónias de gatos, etc), acesso ao exterior e contacto com outros gatos infectados.
Recomendamos a realização de um teste ao sangue, para detectar a presença ou não do vírus, nos gatinhos antes da vacinação e nos gatos que serão introduzidos num ambiente com gatos não infectados.
É aconselhável manter os animais positivos agrupados se tal for possível.
Recomendamos também a castração dos machos de forma a reduzir a agressividade e a procura das fêmeas de forma a diminuir a probabilidade de infecção.
Os gatos infectados por FIV podem dispôr de uma longevidade e qualidade de vida como a dos gatos não infectados. No entanto é importante a visita regular ao Médico Veterinário para monitorização da doença.
No momento, não existe na Europa, nenhuma vacina para o FIV.
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PIF
O vírus da peritonite infecciosa felina (PIF) é um coronavírus que afecta os felídeos domésticos. A sua distribuição é mundial.
Existem dois tipos de coronavírus, o tipo I e o II sendo que o primeiro apresenta uma maior prevalência de infecção. Cada um destes tipos de vírus tem a capacidade de provocar diversos sinais clínicos, variando entre uma infecção assintomática, a diarreia ou peritonite infecciosa.
As infeccções por coronavírus são comuns, especialmente em ambientes com vários gatos, como é o caso de gatis ou colónias de gatos. A sua prevalência é superior em gatos com mais de dois anos, mas pode afectar gatos de qualquer idade.
A principal forma de transmissão é por via fecal-oral, já que o vírus é eliminado nas fezes.
Apenas 5 a 10% dos gatos infectados desenvolvem PIF não sendo bem claro porque é que a maioria dos gatos infectados não sofre as consequências da infecção, enquanto outros desenvolvem uma doença fatal. Os gatos infectados podem manter-se assim cronicamente, eliminando o vírus de modo contínuo ou intermitente durante períodos prolongados.
Os sinais clínicos mais comuns são distensão abdominal, anorexia, prostração, febre ligeira, perda de peso, dispneia, palidez das mucoss e aumento dos glânglios linfáticos.
Geralmente os gatos infectados (PIF + (positivo)) têm história de terem vivido num ambiente com vários gatos ou num gatil. Um episódio de stress nos últimos meses é também um facto comum.
Este vírus pode sobreviver no ambiente durante várias semanas mas, ao contrário de alguns vírus, este é facilmente inactivado pelos detergentes comuns.
A prevenção do PIF é um desafio já que é a única forma de impedir a infecção. Em Portugal, actualmente, não existe vacina para o PIF.
Para uma informação mais detalhada consulte:
http://www.dr-addie.com
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Coriza
A Coriza felina é uma síndrome respiratória que
pode ser provocada por vários agentes, vírus e ou bactérias.
(Bordetella bronchiseptica, Herpes vírus, Calicivírus e
Clamydophila felis)
Estes agentes têm uma distribuição mundial sendo que a sua
incidência é maior em ambientes com elevada densidade
populacional, como é o caso de colónias de gatos e gatis.
Nem sempre a Coriza é provocada por um só agente, podendo haver
associação de bactérias e vírus em simultânio.
Os sinais clínicos mais comuns são febre, anorexia, tosse,
espirros, conjuntivite corrimento ocular e nasal, aumento dos
gânglios linfáticos, úlcera lingual, artrite e nos casos mais
graves dificuldades respiratórias, pneumonia e morte.
Estes agentes são excretado nas secreções oculares, nasais e
orais e a transmissão acontece por via directa ou indirectamente
pelo contacto com objectos contaminados indirecto.
Pode afectar toda a população de gatos mas os mais susceptíveis
são os recém-nascidos, jovens não vacinados e gatos de colónias.
O tratamento deve ser instituído o mais rapidamente possível de
forma a minimizar as lesões oculares e o risco de pneumonia e
aumentar a taxa de sobrevivência.
Recomendamos a vacinação de todos os gatos, de interior ou
exterior. Os gatinhos devem ser vacinados entre as 8-9 semanas
de idade, seguido de um reforço 3-4 semanas depois e novamente
anualmente.
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Cães
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Traqueobronquite infecciosa canina
A traqueobronquite infecciosa canina, tambem designada por ”tosse do canil” é um síndrome respiratório que pode ser provocado por bactérias ou vírus.
É considerada a infecção respiratória mais prevalente nos canídeos e afecta geralmene aqueles que se encontram em ambientes sobrepopulados, em canis ou lojas.
A transmissão acontece por contacto oronasal e por aerossóis. O vírus e/ou as bactérias multiplicam-se na mucosa nasal, faringe, traqueia e pulmões.
Os sinais clínicos podem ir de ligeiros a graves. Caracteriza-se por uma infecção respiratória aguda, com tosse paroxística, seca a produtiva (com expectoração) e por vezes corrimento nasal e/ocular.
Na maioria dos casos a doença é auto-limitante no entanto recomenda-se o tratamento precoce.
No caso de animais em risco ou se pretender deixar o seu cão hospedado num canil recomendamos a vacinação.
Para uma informação mais detalhada consulte:
Manual Veterinário Merck
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Parvovirose
O vírus da parvovirose é um parvovírus que afecta os canídeos domésticos e silvestres. Este vírus é semelhante ao vírus da panleucopénia felina e tem também distribuição mundial. Tem tropismo para as células em rápida divisão celular e por isso o intestino e a medula óssea são os tecidos/órgãos mais afectados. Em animais jovens o coração pode também ser afectado.
O vírus é excretado nas fezes (diarreia) e a transmissão acontece por via orofecal. O contacto indirecto é a forma mais comum de transmissão da doença, pois o vírus pode ser transportado por objectos e vestuário. Assim, mesmo os cães que vivam exclusivamente no interior das casas podem estar em risco.
O vírus da parvovirose é extremamente resistente no ambiente, podendo sobreviver entre meses a anos na terra ou superfícies. Além disto, resiste à maioria dos desinfectantes.
Pode afectar toda a população de cães mas os mais susceptíveis são os recém-nascidos e jovens não vacinados. Parece haver uma maior susceptibilidade nos cães de raça Rottweiller, Doberman pinscher, Labrador e Pastor Alemão.
O vírus pode provocar uma grande variedade de sinais clínicos, sendo os mais comuns a diarreia, redução de todas as células brancas de defesa (também chamados de leucócitos), anemia (redução dos glóbulos vermelhos) e aborto.
Recomendamos a vacinação de todos os cães, de interior ou exterior. Os cachorros devem ser vacinados entre as 8-9 semanas de idade, seguido de um reforço 3-4 semanas depois e novamente anualmente.
Para uma informação mais detalhada consulte:
Manual Veterinário Merck
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Leptospirose
A leptospirose canina é uma zoonose (doença que
também afecta o Homem) provocada por uma bactéria (Leptospira
sp.).
Embora há uns anos atrás a incidência desta doença nos cães não
fosse muito elevada, actualmente tem-se registado um aumento
significativo do número de animais afectados.
Esta doença pode afectar toda a população de cães, embora os
mais susceptíveis sejam os cães não vacinados, que vivem em
canis exteriores e/ou zonas rurais.
A Leptospira é excretada na urina dos animais infectados
(incluindo ratos), que por sua vez pode atingir cursos de água
ou o solo e ai sobreviver durante várias semanas ou meses.
O cão pode infectar-se por contacto com urina infectada (ou
outras secreções), por mordeduras, ingestão de tecidos
infectados (ratos), por contacto com água, solo ou alimentos
contaminados. A infecção por Leptospira geralmente acontece
através do contacto da bactéria com as mucosas (orais, nasai e
oculares) ou com feridas.
Os sinais clínicos mais comuns são anorexia, depressão,
desidratação, fraqueza, febre, vómito, dor abdominal, muscular e
articular, diarreia, aumento do consumo de água e produção de
urina e icterícia (coloração amarela das mucosas). Nos casos
mais graves pode haver falência orgânica e morte.
Uma vez que se trata de uma zoonose, é extremamente importante
estabelecer o diagnóstico precoce de forma a instituir o
tratamento atempadamente.
Recomendamos a vacinação de todos os cães. Os cachorros devem
ser vacinados entre as 8-9 semanas de idade, seguido de um
reforço 3-4 semanas depois e novamente anualmente. Nos casos de
risco (canis e zonas rurais) recomendamos a vacinação anual ou
bianual.
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