Serviços
Monitorização Anestésica
A monitorização anestésica consiste na vigilância contínua dos animais sob o efeito da anestesia.

Os métodos de monitorização, assim como os dispositivos, de que dispomos actualmente permitem-nos a avaliação, em simultâneo, dos diversos sistemas orgânicos. Fica assim facilitada, a compreensão clínica das tendências fisiológicas de cada animal, permitindo, não só, um melhor controlo da profundidade anestésica, mas também o estabelecimento célere das decisões terapêuticas mais adequadas em cada situação. Algumas das condições que, com maior frequência, podem surgir enquanto o animal está sob o efeito da anestesia são a hipotensão, a hipoxia e a hipercapnia.

De acordo com as directrizes de 2010 do Colégio Americano de Anestesiologia Veterinária (1), uma boa monitorização anestésica implica a recolha e interpretação da informação relativa aos domínios da: Circulação, Oxigenação, Ventilação e Temperatura.

Cada organismo animal é constituído por vários sistemas integrados que se complementam e trabalham em uníssono para a integridade de todas as funções. Deste modo, o mesmo meio de monitorização pode fornecer-nos informações acerca de diferentes sistemas em simultâneo.


Circulação

Objectivo: Assegurar a adequada função circulatória de forma a haver uma boa perfusão sanguínea. 

A sua monitorização deve compreender vários métodos:

1 – A palpação do pulso periférico para determinar a frequência, ritmo e qualidade do mesmo.

2 - A avaliação da coloração das mucosas e do tempo de repleção capilar.

3 – A auscultação cardíaca para avaliar o ritmo, frequência e intensidade dos batimentos cardíacos.

O meio que preferimos para a sua obtenção é o estetoscópio esofágico, que emite os sons cardíacos por meio de uma coluna, permitindo que toda a equipa cirúrgica e anestésica siga atentamente as alterações dos batimentos cardíacos.  

4 – A electrocardiografia contínua (ECG) que permite a verificação no que respeita a: actividade cardíaca, presença de arritmias, alterações electrolíticas, situações de isquemia e presença de extra-sístoles.

5 – O oxímetro de pulso (SpO2) que determina a percentagem de saturação da hemoglobina, em oxigénio, permitindo avaliar deste modo quanto à eficiência ou comprometimento do sistema cardiovascular.

6 – A medição da pressão arterial através de métodos não-invasivos: o método oscilométrico e o doppler.

Aspecto principal: De entre as referidas anteriormente, a auscultação cardíaca e a monitorização da perfusão periférica (pulso e cor das mucosas) são obrigatórias. A medição da pressão arterial e a obtenção de um traçado de ECG, durante todo o procedimento devem ser também monitorizados e são também de grande importância.


Oxigenação

Objectivo: Assegurar a adequada oxigenação do sangue arterial. Os métodos que temos à disposição para a sua monitorização são:

1 – O oxímetro de pulso (SpO2) que determina a percentagem de saturação da hemoglobina, em oxigénio. Neste contexto, este método é importante na avaliação  do grau de oxigenação do sangue arterial e consequentemente a  correcta oxigenação dos tecidos.  

2 – A Gasimetria arterial que, entre outros gases, determina a pressão parcial de oxigénio.
Aspecto principal: A gasimetria arterial é o método mais fidedigno na avaliação da troca gasosa, mas tratando-se de um meio invasivo de diagnóstico, representa riscos acrescidos, especialmente em doentes com quadros clínicos críticos.

     A monitorização com recurso a métodos não invasivos, tais como o oxímetro de pulso e a capnografia, apresentam- se como procedimentos alternativos e igualmente fidedignos.

    Valores baixos da saturação da Hemoglobina podem traduzir diferentes problemas com origens distintas que devem ser interpretadas de acordo, também, com os outros métodos de monitorização.      


Ventilação

Objectivo: Assegurar a adequada ventilação do doente. Os métodos de que  dispomos para esta avaliação são:

1 – A observação do movimento da parede torácica ou do balão do sistema anestésico, quando não é possível observar directamente o animal.

2 – A auscultação dos sons respiratórios através de um estetoscópio externo, estetoscópio esofágico ou de um monitor respiratório com som.

3 – A  Capnografia que consiste na medição contínua da percentagem de dióxido de carbono no final da expiração.

4 – A gasimetria arterial que permite determinar a pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.

5 – A Respirometria que consiste na medição do volume tidal.

Aspecto principal: de acordo com as directrizes da ACVA, para uma eficiente avaliação da ventilação, o recurso aos métodos de monitorização 1 e 2 é normalmente suficiente. Na nossa prática, valorizamos e elegemos a capnografia com meio auxiliar obrigatório por permitir uma avaliação bastante mais abrangente em termos de tendências na ventilação. Existem, também, vantagens na utilização de um ventilador automático.


Temperatura

Objectivo: Assegurar que os doentes não entrem em situações de hipotermia, tendência que pode surgir na sequência da hipotensão induzida pelos anestésicos. Pode ser avaliada com recurso a:

1 – Medições regulares da temperatura rectal.

2 – Medição contínua da temperatura rectal ou esofágica.

Aspecto principal: Não deixar que a temperatura baixe, é a melhor forma de manter o animal sempre dentro de valores de temperatura próximos do normal. O aquecimento, a maior parte das vezes, deve iniciar-se logo após a indução anestésica do animal.

No Hospital, temos os meios e conduzimos a nossa monitorização anestésica de uma forma bastante completa e atenta, em qualquer animal sedado ou anestesiado, independentemente do tempo previsto para o procedimento.
Formulário de Satisfação
Pode ceder-nos o próximo minuto do seu tempo?
ONDE ESTAMOS   ATENDIMENTO 24H   SIGA-NOS
Rua São Tomás de Aquino, 8C
1600-203 Lisboa
  21 727 0945
91 404 3721
 
         
© 2016 Luís Cruz, Lda.   Design Binário - Web Innovation